Um experimento da Universidade de Oxford, no Reino Unido,
promete facilitar o uso de eletrônicos. Isso porque a instituição está
desenvolvendo uma tecnologia que permite o envio de dados e o
recarregamento de baterias sem a necessidade de conexão por cabos.
Por enquanto, foram desenvolvidos testes apenas com dispositivos de
baixa potência, como celulares e câmeras. No entanto, os estudiosos da
universidade acreditam que essa tecnologia também possa ser utilizada em
equipamentos de maior escala, dispensando futuramente o uso de fios de
transmissão de energia e dados.
De acordo com o pesquisador de Oxford, Chris Stevens, os dispositivos
tem a capacidade de transmitir 3,5 gigabits (o que equivale a 448
megabytes) ou centenas de watts de potência por segundo. Além disso, ele
afirma que a tecnologia tem potencial para aumentar a performance.
A invenção é composta por metamateriais, isto é, materiais sintéticos
dotados de propriedades físicas que não são encontradas normalmente na
natureza. Os componentes utilizados atuam como guias de ondas e
superfícies de indução magnética, isto é, levam a energia e os dados até
o aparelho.
A tecnologia pode ser implantada atrás da tela de um
computador,
por exemplo. A partir disso, o invento possibilitaria a recarga do
aparelho, além de permitir conexões wireless com outros equipamentos,
como teclados, mouses e câmeras. Isso dispensaria o uso de cabos USB,
para enviar os dados, e de energia, para recarregar o equipamento.
O invento consiste em uma camada condutora modelada, que deve estar em
contato com o aparelho que vai receber os dados ou a energia. Segundo o
pesquisador, como a tecnologia tem pouca espessura, é possível
adicioná-la a qualquer superfície, até mesmo em tecidos. Isso permitiria
que aparelhos de uma sala de estar, como televisões, DVD players e
rádios, sejam recarregados se a tecnologia estiver instalada sob o
carpete ou o papel de parede.
Outro exemplo seria um
carro
elétrico que obteria energia por meio de um tapete localizado na
garagem. A carga ocorreria cada vez que o veículo estacionasse sobre a
peça. Stevens enfatiza ainda que o invento é menos danoso ao meio
ambiente. Afinal, as tecnologias tradicionais são soldadas ou ligadas
entre si, o que dificulta a desmontagem. O fato de o invento não ter fio
facilita esse processo.